terça-feira, 17 de novembro de 2015

Lembrança....

Essa semana o nosso querido facebook me veio com uma imagem de alguns anos atrás, obviamente eu compartilhei com as devidas marcações porém me pergunto se quem estava na foto ainda existe ( ninguém morreu, porém todos mudamos ).
A foto era em uma lancheria onde estávamos eu e mais dois amigos, celebrando o dia do amigo ( coincidência ou não ). Porém vamos analisar essa foto hoje, a lancheria não existe mais, um dos amigos mora em outro estado, eu to aqui vivendo essa nostalgia ao escrever isso, e o terceiro amigo eu ainda vejo no dia a dia mas não somos aquilo que éramos antes.
É magnificamente complexo a forma como o tempo nos transforma, e sem que percebêssemos fomos esquecendo algumas coisas que eram muito importantes em nossas vidas.
Vou mergulhar um pouco nas minhas lembranças e espero que quem esteja lendo isso possa tentar ver o mundo como eu via...
Éramos jovens adolescentes, sem experiência, cheios de sonhos e vontades, repletos de incertezas e problemas pessoais ( exatamente como qualquer outro adolescente ), mas tínhamos algo que outros não tiveram a sorte de construir, uma boa amizade.
Lembro das manhãs indo para aula de Verona ( a bike, não o carro ), um pouco porque gostávamos de pedalar, outro porque era um saco ir de escolar já que sempre tinha um pessoal pra encher a paciência. Eu espera meus amigos na avenida que liga as praias, não importava se fosse verão ou inverno, essa era a nossa rotina, mas guardo na lembrança os dias de neblina, de onde saiam do meio do cinza aquelas duas bicicletas com os meus irmãos, não precisava dar bom dia, simplesmente os acompanhava e dava aquele toque de mão ainda pedalando e seguíamos o nosso destino. Um trajeto relativamente curto até a escola, mas onde muitas coisas aconteceram, muitos desabafos, muitas risadas e tombos ( uns bem feios ), vivemos o segundo grau com a ideia de que aquelas amizades seriam eternas, nunca nos separaríamos, porém a vida de adulto é cheia de surpresas, e por mais que um adolescente cheio de hormônios e sentimentos possa saber lá no fundo que tudo aquilo vai acabar, eu não queria admitir isso. 
E por um tempo eu sofri essa perda, a distância dos melhores amigos me transformou, tomei decisões precipitadas, decidi acabar com a adolescência antes dos 18, casei, adquiri responsabilidades, compromissos, virei um adulto chato.
Me pergunto como seria se nós todos tivéssemos ficado aqui, se seria bom eu não sei, mas sem dúvida é um pensamento egoista da minha parte,  somos todos responsáveis pelo nosso destino, pelo rumo que damos para a nossa vida, e eu vejo que o rumo que eles deram na deles foi o qual parecia mais apropriado na época, e eu tenho um imenso orgulho dos homens que nos tornamos, cada um com suas prioridades, seus trabalhos e famílias. 
Mas sem dúvida eu tenho mais orgulho de ter aproveitado o tempo ao lado deles, foi a época que formou nosso caráter, nossa índole, pedalando e rindo pela estrada, passando tardes jogando vôlei, juntando as moedas pra comprar um refrigerante com bolacha recheada, estudando a noite pra recuperar a falta de professores, foi tanta coisa que não cabe em um único post, as lembranças escolares merecem um post especial, mas vale deixar gravado aqui que eu passei na nossa antiga escola esses dias pra fazer a matrícula do meu irmão e vi aquele templo de lembranças com outros olhos, ( mas fica pra semana que vem ).
Voltando a foto que me trouxe essas lembranças, aqueles jovens só existem na memória, em histórias que eu vou adorar contar pra minha filha, nos vejo como exemplos de amizade, o tempo não destruiu isso, também não posso dizer que nada mudou, tudo mudou, ainda somos amigos, mas distantes, cada um em um estado diferente, vivendo vidas completamente distintas, alguns já são pais, outros ainda são os solteiros, somos todos felizes? Tomara que sim, não temos a nossa loja de som de carro( será que você ainda lembra disso? ), mas temos lembranças e experiências juntos, isso nada nem ninguém pode apagar....

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Cores e Sentimentos

Tenho visto alguns filmes que tem mexido com os meus pensamentos, até me lembram alguns de quando eu era criança, assisti recentemente um filme em que o mundo era sem cor, sem sentimento, tudo era programado, porém havia alguém entre eles em que era delegado a missão te manter as memórias do mundo como ele era antes ( vc já deve saber de que filme estou falando ), aquilo me fez voltar alguns anos na memória. Já parou pra pensar na importância das cores no nosso dia?  O calor delas e o sentimento que elas significam? Eu já.... Fico feliz que não sou só eu que tenho esses pensamentos loucos e sentimentais. Imagine um mundo todo cinza, onde tudo ocorre com uma rotina específica, ( não parece que todo dia iria ser uma segunda nublada? ). Agora se imagine olhando para uma árvore e ver o Verde surgindo aos poucos, derrepente um tom de azul ao fundo com manchas brancas sobrevoando tudo... Oque você sente ao imaginar isso? Eu sinto a vida, sinto a beleza das coisas simples, mas acima de tudo percebo os sentimentos que as cores proporcionam, assim como a falta delas também te trás um vazio na alma. Realmente seria apenas sobreviver em um mundo assim, mas o pior de tudo é que sem percebemos tornamos nosso dia assim, sem graça, sem vida, sem amor... Vivemos a rotina  afobada de trabalho e deveres, exaltando prazeres que nem conhecemos porque deixamos de sentir prazer na simplicidade das coisas. Como a luz do sol que entra através de uma fresta na janela pela manhã e ilumina a mesa dizendo que hoje o dia está bonito e Vale a pena viver, ou em um sorriso de alguém que você ama, ou o olhar de uma criança. Coisas simples sempre foram mais importantes e mais marcantes pra mim. Sentir o vento no peito quando estou na estrada, a primeira impressão de algum lugar, o prazer de cozinhar com quem você gosta, essas coisas e tantas outras só tem todo esse sentimento porque vivemos em um mundo colorido. Então acho que devemos lutar contra a rotina cinza que tenta nos dominar cada vez mais....

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Vivendo ou sobrevivendo?

Não sei se acontece com você, mas tem momentos em que parece que eu estou despertando no meio do dia, não que eu estivesse fisicamente dormindo, mas é como se o dia a dia me colocasse em algum tipo de sono ou transe, me deparo em algumas situações inesperadas ou que eu não me imaginava fazendo algum tempo antes, na maioria das vezes não são situações ruins, mas coisas simples que não percebemos ao fazer.
Fico pensando que muitas vezes não estamos vivendo, estamos apenas sobrevivendo, tomando uma decisão de cada vez sem pensar até onde isso vai nos levar, e quando percebemos é que acordamos momentaneamente pra vida, e percebemos onde, como e com quem estamos, porém a rotina nos adormece novamente, e um novo despertar pode levar dias, semanas, meses e com azar ou falta de tempo pode levar anos.
Conheço pessoas que parecem que nunca despertaram, vivem uma vida sem direção, sem vontade, apenas passam pelo dia e acho que nem ao menos olham pra trás pra ver se foi mais um ou menos um dia de "vida".
Espero nunca ficar assim, não quero sobreviver , quero viver (só falta uma imagem de alguém de braços abertos no pôr do sol..), quero saber de onde eu sai, por onde passei, e onde cheguei, quem eu levei comigo, quem ficou no caminho e quem seguiu seu destino.
Uma das vezes em que tive esse despertar foi bem simples e bem marcante, estava eu no momento mais comum do dia, (escovando os dentes) quando levantei a cabeça e vi onde eu estava, estava em uma casa que não era a minha, com o meu pijama, indo pra uma cama que não me pertencia, dormir ao lado de alguém que a pouco mais de dois anos eu nem sabia que existia. Então veio um flash back dos últimos dois anos ao lado dela, pequenas memórias de acontecimentos e decisões que me levaram até aquele momento puramente simples, mas gigantescamente significativo.
Agora forçando a memória acho que o ultimo despertar antes desse aconteceu a quase dois anos, quando percebi que eu estava sendo o esteriótipo do solteiro, (como assim?), curtindo festas, sendo de ninguém, esperando pelo fim da tarde pra tomar um banho e ir para a gandaia, e claro ter um cachorro...
Realmente são estranhos os rumos que a vida toma dia a dia, e até onde ela nos leva, mas acredito que se nós despertamos mais algumas vezes na vida possamos saber para onde estamos indo, espero que possamos viver e não apenas sobreviver....




sábado, 5 de setembro de 2015

Eu personagem?

Sabe quando você assiste uma série e percebe que existe alguém ali que se parece com você, sem ser o super herói, ou a gostosona, (também não vale quando você começa a agir como o personagem) me refiro a detalhes e sentimentos que se percebe mas não se comenta.
Por exemplo, assisto uma série policial como muitas outras, porém o personagem principal me chama muito a atenção, e ouso a dizer que somos parecidos.
Ele é rico e bem sucedido porém eu não (ainda não), mas os detalhes que me chamam a atenção nele são os sentimentos e a simplicidade de coisas infantis ou a infantilidade de coisas simples, talvez porque ele seja um escritor e perceba esse tipo de coisa, eu me sinto de certa forma conectado, e aliviado de não ser a unica pessoa a ver o mundo dessa forma, mas se você esta pensando que quando digo isso me refiro somente ao personagem, está errado, me refiro ao escritor e o roteirista do personagem, afinal são eles que criam a alma do mesmo, e claro ao ator que da vida a toda essa criação.
Vejo seus conflitos internos, seus medos, suas brincadeiras e imaginação fértil, mas vejo também seus medos e fraquezas, seus relacionamentos familiares e o seu humor diante de dificuldades do dia a dia.
Algumas coisas simples como não saber perder em um jogo, ou uma frase que ele diz com frequência:"a vida é uma aventura".
Gosto de saber que não sou o único a ver o mundo dessa forma, mas vamos nos ater ao personagem.
A série começa com ele já adulto porém jovem, imaturo e muito infantil, oque deixa o personagem divertido, mas acompanhando tantas temporadas vejo o desenvolvimento dele na vida, vejo as referencias nerd´s que o personagem possui, e penso que se for assim que outras pessoas me veem, por mim tudo bem.
Amor pela família, valores nas coisas simples, tradições de natal, imaginação fértil para superar os desafios do dia, imaginar que o mundo é apenas um parque de diversão do qual não levamos nada.
Esse é ele, ou eu? (é por ai que eu me perco)
A relação com a filha me faz sempre pensar na minha também, ser o pai divorciado que tenta balançar entre fazer as vontades da filha e educar de uma forma eficaz, ser acima de tudo o amigo.
Ser com a namorada o mesmo homem por quem ela se apaixonou nunca deixando se ser aquela criança com o brilho nos olhos.
Surpreender muitos tomando atitudes inesperadas em momentos críticos da vida, sendo responsável e cauteloso, admitindo com seriedade que o mundo não é um lugar fácil de se viver.
Vivendo rodeado pela mãe, filha, namorada e amigos, tudo isso em sua rotina de trabalho (até que parece a minha vida), faz com que os sentimentos fiquem mais a mostra, talvez seja isso que eu tanto goste na série e no personagem.
Gosto de pensar que posso ser como ele, não pela parte de trabalhar com a policia e ser muito rico ( oque não seria uma má ideia), mas por ser exatamente aquele tipo de pai, de namorado, e de filho, ser aquele tipo de pessoa...
Garanto que seria um mundo melhor se existissem mais pessoas assim, afinal é um conjunto de acontecimentos que constroem uma história, e quem não quer uma história feliz...


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Corridas

Minha paixão por jogos de corrida não é de hoje, me lembro de quando ganhei meu Atari e meu pai (em uma das raras vezes que esteve comigo) sentou ao meu lado no chão e me ensinou a jogar, passei a infância jogando Top Gear, então entrei na adolescência e descobri Need for Speed, agora no play jogo Blur, foram fases diferentes de um tipo de paixão, dirigir sempre foi meu sonho e virtualmente posso dizer que mando bem, corridas alucinantes, música alta, o som das derrapagens....
Correr é uma questão de paixão, tanto no asfalto quanto na tela, sempre gostei e sempre vou gostar, mas admito que na fase do Need a coisa se tornou ainda melhor, ver todos aqueles carros e a possibilidade de customização era realmente uma maravilha, hoje jogando Blur em uma tv enorme, com o home ligado e no escuro do quarto, a imersão é muito maior, mas quando vi pela primeira vez o filme do Need foi como se estivesse retornando a minha adolescência, as estradas, as corridas, até as mensagens no carro foram feitas lembrando os jogos, realmente mexeu comigo, pode parecer bobo (e é mesmo) mas acho que tudo que fez parte da minha vida quando volta, traz um sentimento nostálgico.
Me lembro de passar horas jogando top gear e como achava aquilo o máximo, e sempre falava a mesma coisa: _A gente corre, corre e nunca chega nas montanhas!
Depois no pc jogando Need, tantos detalhes, tantas emoções o jogo, que saudade daquele tempo....
Sei que nunca vou correr daquela forma, mas quando estou na estrada sinto um pouco daquilo em mim, só eu a estrada e a música, por instantes esqueço os problemas e tudo fica tão leve, tão simples, ir do ponto A até o ponto B.

Poderia ficar aqui dando especificações de cada jogo, mas não é essa a minha proposta, só quero tentar passar um pouco de como eu me sentia e ainda sinto ao viver o jogo ou jogar a vida, são as curvas, a luz do sol na pista, a sombra das árvores, e tudo acaba tão rápido, aquele impulso de adrenalina e pronto, já era, talvez o jogo talvez a vida....


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Celular...

Já parou pra pensar em como sua forma de usar o celular mudou?
Toma um exemplo ai, hoje usamos o telefone pra acessar a internet, principalmente o face, a câmera  o player, o Instagram e o aplicativo do capeta (watts), e tem gente que nem se lembra mais que dar pra fazer ligações. 
A qualquer momento o telefone toca, tem alguém chamando no watts tem uma atualização no face, mas você se lembra oque fazia antes disso?
Me chame e velho mas na minha adolescência era só toque (limpa essa mente poluída), ninguém tinha dinheiro pra ficar colocando recarga no celular, então se economizava o máximo, e na época a moda era dar toques pro telefone de alguém pra tipo dizer um oi, ou começar uma conversa por sms...
Me lembro que eu tinha varias mensagens armazenadas, com desenhos feitos com caracteres do teclado (que época criativa),  para os mais possíveis assuntos.
Hoje prevalece o vídeo, ninguém cria mais nada, só copiam e compartilham...o geração perdida.
É uma nostalgia lembrar do meu primeiro celular, praticamente indestrutível, trocar a capa e ostentar os toques monofônicos, o tipo de telefone que abaixa a calça de tão pesado que era...
Já perdi a conta de quantos modelos passaram pela minha mão, mas infelizmente hoje somos tão dependentes dele que não consigo sair de casa sem o meu. (E nem você)
Épocas diferentes, costumes diferentes, porém as mesmas pessoas, isso que me assusta, está tudo passando tão rápido que nem percebemos o quanto nós mesmo mudamos em poucos anos, quando criança nem sonhava em ter um computador, hoje tenho um no bolso, não vejo crianças jogando bola ou taco (só se tiver algum aplicativo pra isso). Isso me assusta um pouco, apesar de ser um nerd é amar tecnologia, às vezes sinto falta do mundo em que eu cresci, um mundo com menos usuários e mais amigos.. 



terça-feira, 28 de julho de 2015

Geek ou nerd?

Esse fim de semana participei do meu primeiro evento nerd, não foi nenhuma comicon, mas valeu a experiência de ser o primeiro movimento no estilo aqui no litoral, presenciei coisas bem estranhas ( com e sem cosplay), algumas bancas de vendas uns torneios de jogos de lol, e umas coisas que prefiro nem comentar...
O que me chama a atenção é que o evento carregava o termo geek, porém de acordo com as definições atuais acredito de que geek seja um nerd mais relacionado à tecnologia, e não vi nada disso, também não estou aqui pra julgar isso, mas me passou duas possíveis causas de levar o termo geek no nome.
A primeira é que os organizadores não fazem ideia das diferenças entre os tipos de nerd, e a segunda é que eles ainda tem um certo medo ( ou vergonha ) de usar o termo nerd.
Não sei qual dos dois é pior, mas espero que no próximo evento ( se acontecer ) possamos ver mais nerds se divertindo, mais cosplays bem feitos e mais lojas pra que possamos entregar nosso dinheiro.

Levando em consideração as diferenças de nerd, acredito que no mundo atual todos nós temos um pouco de geek é um pouco de nerd, sou um nerd que vive um estilo geek? Talvez...
A tecnologia faz parte do nosso dia, e a prova é que você está lendo um post que foi feito em um device, que armazenou na nuvem pra que fosse postado no blog e compartilhado em alguma rede social que você deve ter acessado pelo celular.
Somos todos nerds todos geeks, somos todos iguais nas nossas diferenças....