sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Corridas

Minha paixão por jogos de corrida não é de hoje, me lembro de quando ganhei meu Atari e meu pai (em uma das raras vezes que esteve comigo) sentou ao meu lado no chão e me ensinou a jogar, passei a infância jogando Top Gear, então entrei na adolescência e descobri Need for Speed, agora no play jogo Blur, foram fases diferentes de um tipo de paixão, dirigir sempre foi meu sonho e virtualmente posso dizer que mando bem, corridas alucinantes, música alta, o som das derrapagens....
Correr é uma questão de paixão, tanto no asfalto quanto na tela, sempre gostei e sempre vou gostar, mas admito que na fase do Need a coisa se tornou ainda melhor, ver todos aqueles carros e a possibilidade de customização era realmente uma maravilha, hoje jogando Blur em uma tv enorme, com o home ligado e no escuro do quarto, a imersão é muito maior, mas quando vi pela primeira vez o filme do Need foi como se estivesse retornando a minha adolescência, as estradas, as corridas, até as mensagens no carro foram feitas lembrando os jogos, realmente mexeu comigo, pode parecer bobo (e é mesmo) mas acho que tudo que fez parte da minha vida quando volta, traz um sentimento nostálgico.
Me lembro de passar horas jogando top gear e como achava aquilo o máximo, e sempre falava a mesma coisa: _A gente corre, corre e nunca chega nas montanhas!
Depois no pc jogando Need, tantos detalhes, tantas emoções o jogo, que saudade daquele tempo....
Sei que nunca vou correr daquela forma, mas quando estou na estrada sinto um pouco daquilo em mim, só eu a estrada e a música, por instantes esqueço os problemas e tudo fica tão leve, tão simples, ir do ponto A até o ponto B.

Poderia ficar aqui dando especificações de cada jogo, mas não é essa a minha proposta, só quero tentar passar um pouco de como eu me sentia e ainda sinto ao viver o jogo ou jogar a vida, são as curvas, a luz do sol na pista, a sombra das árvores, e tudo acaba tão rápido, aquele impulso de adrenalina e pronto, já era, talvez o jogo talvez a vida....


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Celular...

Já parou pra pensar em como sua forma de usar o celular mudou?
Toma um exemplo ai, hoje usamos o telefone pra acessar a internet, principalmente o face, a câmera  o player, o Instagram e o aplicativo do capeta (watts), e tem gente que nem se lembra mais que dar pra fazer ligações. 
A qualquer momento o telefone toca, tem alguém chamando no watts tem uma atualização no face, mas você se lembra oque fazia antes disso?
Me chame e velho mas na minha adolescência era só toque (limpa essa mente poluída), ninguém tinha dinheiro pra ficar colocando recarga no celular, então se economizava o máximo, e na época a moda era dar toques pro telefone de alguém pra tipo dizer um oi, ou começar uma conversa por sms...
Me lembro que eu tinha varias mensagens armazenadas, com desenhos feitos com caracteres do teclado (que época criativa),  para os mais possíveis assuntos.
Hoje prevalece o vídeo, ninguém cria mais nada, só copiam e compartilham...o geração perdida.
É uma nostalgia lembrar do meu primeiro celular, praticamente indestrutível, trocar a capa e ostentar os toques monofônicos, o tipo de telefone que abaixa a calça de tão pesado que era...
Já perdi a conta de quantos modelos passaram pela minha mão, mas infelizmente hoje somos tão dependentes dele que não consigo sair de casa sem o meu. (E nem você)
Épocas diferentes, costumes diferentes, porém as mesmas pessoas, isso que me assusta, está tudo passando tão rápido que nem percebemos o quanto nós mesmo mudamos em poucos anos, quando criança nem sonhava em ter um computador, hoje tenho um no bolso, não vejo crianças jogando bola ou taco (só se tiver algum aplicativo pra isso). Isso me assusta um pouco, apesar de ser um nerd é amar tecnologia, às vezes sinto falta do mundo em que eu cresci, um mundo com menos usuários e mais amigos..